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GERAL
O que fazer com a Raiva?
A emoção mais PERIGOSA.
Rafael de O. Afonso Brasília - DF
Postada em 05/09/2017 ás 13h00 - atualizada em 14/09/2017 ás 10h54
O que fazer com a Raiva?

O ser humano é complexo em suas habilidades de raciocínio, e em suas regras internas. Ao longo da história da humanidade identificamos inúmeros fatos e situações onde personalidades do passado foram coniventes com situações de extrema barbárie. Este argumento não é superficial a ponto de desconsiderar os valores éticos da época, a cultura, ou a própria história. Muito menos é uma incitação à violência e/ou estereotipificação de qualquer natureza. O objetivo desta simples análise é que possamos refletir que a raiva inspira justificativas para comportamentos disfuncionais, passiveis de compreensão. E também para que possamos entender e aprender com os erros do passado as terríveis consequências que o impulso por raiva pode trazer para nossas vidas ou até mesmo impactando também na vida de outras pessoas.


Normalmente temos, conforme nossas regras internas e/ou sistema de crenças, uma interpretação ou noção de como tudo que conhecemos deve ser ou funcionar. E a raiva ocorre, principalmente, quando estas regras são quebradas. O que pode-se observar na história é que muitas vezes quando algumas personalidades tinham suas regras internas quebradas, e também portava notório perfil de liderança, conseguia justificar bem seus pensamentos e comportamentos desfuncionais a ponto de influenciar outras centenas ou milhares de pessoas à adotarem a mesma postura, com discursos repletos de fúria, pré concepções e distorções. O que resultou em manchas de sangue nos livros que relatam como se vivia no passado. O mesmo ocorre hoje em dia, principalmente, nas redes sociais. Infelizmente são inúmeras as notícias e informações divulgadas e compartilhadas que nos causam repulsa, aversão e/ou revolta. O que muitas vezes passa despercebido são os comentários destes tipos de postagem. Normalmente muitas pessoas decidem expressar sua opinião de uma forma negligente e irresponsável e nem mesmo percebem que estão encorajando e incitando pensamentos disfuncionais em outras pessoas. Transformando uma postagem em uma verdadeira fonte de cólera e barbárie. A raiva que sentimos ao ver algo injusto ou algum outro acontecimento lamentável é completamente compreensível. O que é feito com a raiva que se sente é o que deve ser foco da nossa atenção.


Segundo o neurocientista R. Douglas Fields, quando sentimos que algo essencial para nossas vidas está em risco, nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. Perece até um instinto selvagem de sobrevivência, até porque nossos cérebros são os mesmos de cem mil anos atrás. O que realmente mudou foi o ambiente, o mundo onde vivemos.


Fields também nos informa que o momento da explosão de raiva não é consciente e acontece de forma muito rápida. E isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é a mesma que detecta ameças e cria formas de respostas aos riscos.


OBS. Grande parte do nosso cérebro se ocupa em detectar ameaças externas ou internas, e de forma completamente inconsciente, o que resulta em respostas físicas automáticas. É importante ressaltar também que o instinto responsável pela explosão de raiva é exatamente o mesmo que nos move a agir de forma positiva e instantânea.


O lendário neurocientìsta Joseph E. LeDoux nos diz também que é importante entender melhor as emoções. Suas funções e origens, principalmente. Portanto pode-se sugerir o estudo das emoções antes mesmo dos estudos de inteligência emocional, pois não se deve confundir, por exemplo, emoções negativas com sentimentos disfuncionais. Tratam-se de conceitos distintos e que não se relacionam, necessariamente.


A raiva é uma emoção negativa, pois torna-se perigosa quando não a entendemos, e consequentemente, quando não a controlamos. Porém ela também pode dispertar comportamentos positivos em nós. Tudo depende da nossa disponibilidade para entender e praticar a autoanálise. Com isso, conclui-se então, que não se deve eliminar a raiva que sentimos dianta das situações que a disperta, porém deve-se haver preocupação em interpretá-la corretamente, e analisar nosso processo cognitivo diante de uma quebra de regra interna. Este é o segredo para controlar a emoção mais perigosa, e ter mais saúde e qualidade de vida.

FONTE: Rafael Afonso
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Rafael de O. Afonso
Rafael de O. Afonso

Graduado em Administração de Empresas. Trabalha com consultoria Organizacional nas áreas de gestão de processos. É consultor de desenvolvimento pessoal e profissional. Atualmente pesquisa, estuda e desenvolve técnicas inovadoras e possíveis melhorias nos processos de consultoria pessoal.

Brasília - DF
afonso.adm360@gmail.com

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