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Mutirão destaca dedicação dos profissionais de saúde

Secretário ressalta atuação de servidores e voluntários ao abrir no HRT nova etapa da iniciativa para reconstrução mamária que já tem 225 beneficiadas

19/10/2021 às 19h00
Por: Da Redação Fonte: Secom DF
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Foto: Reprodução/Secom DF
Foto: Reprodução/Secom DF

“Não é só a cirurgia. É o caráter humanitário”. É assim que o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, define o mutirão de reconstrução mamária do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O gestor participou nesta terça-feira (19) do evento oficial de lançamento da iniciativa que deve beneficiar 49 mulheres até a próxima sexta-feira (22).

Na solenidade, o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, também elogiou o trabalho dos servidores e dos voluntários,  que inclui desde cirurgiões até maquiadores | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
Na solenidade, o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, também elogiou o trabalho dos servidores e dos voluntários,  que inclui desde cirurgiões até maquiadores | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Com o slogan “Reconstruir é um ato de amor. Não deixe que suas cicatrizes de guerra ofusquem a beleza da sua vitória”, o projeto tem como objetivo reconstruir as mamas de mulheres mastectomizadas e, assim, contribuir para o resgate da autoestima e da autoconfiança das pacientes.

Desde o primeiro mutirão, realizado em 2016, 225 mulheres já passaram pelas cirurgias. Em 2021, sete mulheres também passarão pela reconstituição visual das aréolas por meio do procedimento de micropigmentação.

“Técnicas complexas de cirurgia podem recuperar a mama, mas nada supera o carinho com as pacientes”Sílvio Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Durante a solenidade, o secretário de Saúde também elogiou o trabalho dos servidores e dos 130 voluntários, incluindo 38 cirurgiões, 24 anestesistas, 10 enfermeiros e 30 técnicos de enfermagem, além de profissionais de esterilização e preparo de equipamentos, maquiadores, cabeleireiros, manicures, tatuadores e até da área de decoração.

A decoração que o hospital recebe especialmente para o Outubro Rosa faz parte da estratégia de acolhimento das pacientes. “Essa atitude é o que faz este hospital”, completou Pafiadache.

À frente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o médico Sílvio Ferreira lembrou o desafio para realizar o mutirão pelo segundo ano seguido em um contexto de pandemia, algo possível graças à dedicação dos envolvidos. “Técnicas complexas de cirurgia podem recuperar a mama, mas nada supera o carinho com as pacientes”, afirmou.

A decoração que o hospital recebe especialmente para o Outubro Rosa faz parte da estratégia de acolhimento das pacientes
A decoração que o hospital recebe especialmente para o Outubro Rosa faz parte da estratégia de acolhimento das pacientes

Voluntários da SBCP também participarão da realização de cirurgias ao longo deste mês no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

A secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filipeli, lembrou das políticas públicas para a população feminina: “Quando a gente fala de saúde da mulher, não falamos apenas de uma ação, mas de um direito”, disse a secretária.

Somente neste mês, houve a inauguração do mamógrafo do Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), a capacitação de profissionais das unidades básicas de saúde e o início da campanhaDignidade Feminina, voltada para os cuidados íntimos durante o período menstrual.

Já o deputado Jorge Viana fez elogios aos profissionais das equipes de apoio do HRT e ressaltou o início da construção do Hospital Oncológico Dr. Jofran Frejat, que ficará ao lado do Hospital da Criança. A pedra fundamental do prédio foi lançada em junho pelo governador Ibaneis Rocha.

“A gente não pode deixar de valorizar esse grande hospital”, afirmou o deputado. Segundo Jorge Viana, a criação da nova unidade permitirá a realização de mutirões como o que está em andamento no HRT ao longo de todo o ano.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de mama é o mais frequente entre mulheres, correspondendo a 43,74% dos novos casos em 2021. Em 2020, foram 66.280 casos de câncer de mama registrados no Brasil, sendo 730 no DF. Também é o mais letal, com 18.068 registros de óbito em 2019.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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