O Dia Nacional do Livro, celebrado nesta sexta-feira (29), marca o aniversário da Biblioteca Nacional do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para a colônia, em 1810. No Pará, para além do incentivo à leitura, fundamental para o desenvolvimento crítico e cultural dos indivíduo, o Estado estimula a publicação de obras paraenses.
A Secretaria de Estado de Cultura (Secult), por meio da Diretoria de Editoração e Memória (DEM), desenvolve projetos de pesquisa, editoração e publicação de autores e autoras paraenses, com o objetivo de preservar a memória cultural do território. Os requisitos para a seleção das obras partem de um plano de política editorial, que objetiva contemplar autores de relevância na produção literária e acadêmica do Estado.
Segundo a secretária de Cultura, Ursula Vidal, o livro auxilia a pensar e problematizar as questões mais importantes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária, solidária, além da formação de uma sociedade crítica, de uma juventude atuante e protagonista do seu território.
“Queremos celebrar o avanço da política do Governo do Pará em relação ao incentivo, além do acesso ao livro e à leitura. O livro é um instrumento importantíssimo, a produção literária parte, inclusive, da oralidade que é uma característica muito forte das nossas comunidades e povos tradicionais da nossa região amazônica. É muito importante fortalecer o trabalho dos espaços de mediações à leitura e bibliotecas de base comunitária. Além das bibliotecas públicas que fazem parte das escolas, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é uma parceria no processo de acesso ao livro para os estudantes”, pontua Ursula.
Entre as demandas em realização pela Secult estão como Anais do Arquivo Público, Série Restauro, que irá detalhar o processo de restauração do Palacete Faciola, assim como os livros do Selo Cultura e Memória, que resguardam as nossas memórias nas diversas linguagens artísticas.
“Com a nossa Lei Aldir Blanc, nós tivemos mais de R$ 2 milhões destinados a 96 projetos contemplados na área do livro e leitura. O edital de Multilinguagem também teve sete projetos com mais de R$ 200 mil voltados para projetos ao incentivo ao livro, além de fortalecer o contato do autor com o seu público. Destinamos mais R$ 700 mil, de uma parceria com o SESC e dentro da Lei Aldir Blanc, para aquisição de mais de 22.600 exemplares e mais de 4.400 títulos, principalmente autores paraenses, mas também de acervos, livrarias e editoras”, acrescenta a secretária.
A literatura paraense também conta com o incentivo da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa). Em 2019, buscando instituir uma política pública para a publicação de livros, revistas, cartilhas, jornais e e-books, o Estado criou a Editora Pública da Dalcídio Jurandir, com objetivo de valorizar as produções literárias e científicas locais.
Jorge Panzera, presidente da Ioepa, fala sobre a criação da política pública de publicação e edição de livros. “Foi uma grande conquista para os que pensam no incentivo à literatura. Passamos a ter, a partir do decreto assinado pelo governador Helder Barbalho, um instrumento de fomento à publicação de novos autores e à reedição de consagrados que há muito tempo não são publicados e a pensar parcerias com instituições para publicação de livros científicos e acadêmicos, como a Universidade do Estado do Pará (Uepa)”, pontua o presidente.
Ainda segundo Jorge Panzera, o órgão se dedica a ampliar vozes. “A Ioepa tem dedicado grande parte da estrutura do órgão à produção de livros de autores paraenses, incentivando novos talentos e valorizando outros já de muita tradição. O livro tem um papel importante na vida da humanidade; dizem acertadamente que quem muda o mundo não são os livros, são os homens. Entretanto, os livros mudam os homens, os fazem melhores e com mais condições de mudar o mundo positivamente.”
Feira Pan-Amazônica do Livro
Entre os dias 1º e 05 de dezembro será realizada na Arena Guilherme Paraense, em Belém, a Feira Pan-Amazônica do Livro, sob a condução da Secult e com a participação da Ioepa.
“Será um momento de reencontro da população paraense. Um importante movimento do livro no Estado do Pará. Nós da Ioepa e a nossa editora lançaremos um conjunto de livros, seja do nosso edital público ou de outras seleções”, adianta Jorge.