
Os agentes da PC-PA se deslocaram cerca de 1.500 quilômetros para dar cumprimento à terceira fase da Operação. Durante as diligências, duas mulheres foram presas. As investigações apontam que elas atuam como lideranças de uma facção criminosa, nos Estados do Amazonas e Rio de Janeiro. que pretendia agir no Pará. Outros dois acusados foram detidos por envolvimento com a compra ilegal de veículos e imóveis, no Pará. De acordo com o levantamento feito pela Polícia Civil, o dinheiro utilizado nas transações era oriundo de atividades ilícitas, como roubo e tráfico de drogas.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, o intuito é sempre o mesmo, fazer cumprir à justiça: “A Polícia Civil do Pará não mede esforços para trazer tranquilidade ao povo paraense. Nossos agentes enfrentaram as adversidades de ir para uma região desconhecida, mas garantiram o cumprimento da lei. Com as prisões efetuadas nessa Operação, vamos dar continuidade às investigações para identificar outros membros da associação criminosa e continuarmos o trabalho contundente de combate à criminalidade”, enfatizou Resende.
Fase I –Nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2021, cinco pessoas foram em Belém e Benevides, municípios da Região Metropolitana da capital paraense. A ação cumpriu mandados de prisão contra lideranças de uma facção criminosa que comandava crimes no estado do Ceará, desarticulando uma rota do tráfico no Pará. Após a captura dos líderes, a equipe se diligenciou a um sítio no município de Benevides, onde mais três membros do grupo criminoso foram autuados em flagrante e aproximadamente 600 kg de entorpecentes foram apreendidos. A droga estava armazenada em um quarto e dividida em 19 sacos, com pedras de oxi e cocaína, avaliada em 9 milhões de reais.
Fase II –Ainda em Fevereiro deste ano, a Polícia Civil, em integração com a Polícia Militar, apreendeu mais de uma tonelada de cocaína, em Bujaru, no nordeste do Pará. A droga foi encontrada em dois veículos e levada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde passou pelos devidos procedimentos de praxe. Todas os entorpecentes apreendidos nas duas primeiras fases da “Operação Lampião” já foram incinerados.
Crimes –Os presos nesta etapa da “Operação Lampião” respondem por organização criminosa, tráfico de drogas e por associação para o tráfico de drogas com base nas leis 12.850/13 e 11.343/06, respectivamente.