Foi por meio da pesquisa que, em 1912, com apenas 27 anos, o médico paraense Gaspar Vianna descobriu a cura para a leishmaniose, doença que causava graves lesões na pele e mucosas das vítimas. Mesmo com uma morte prematura dois anos depois da descoberta, os resultados alcançados na época colocam o nome do paraense entre os principais da ciência médica mundial.
O legado deixado pelo patrono da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) é o ponto de partida para a realização a 2ª Jornada Pesquisa da instituição. O evento foi realizado nesta quinta-feira (30) e reuniu 34 trabalhos científicos desenvolvidos ao longo os últimos três anos, tendo como base as rotinas assistenciais do hospital que é referência em cardiologia, nefrologia e psiquiatria no Pará.
Diretor de Ensino e Pesquisa na Fundação, Haroldo Khoury lembrou que a realização da Jornada, além de ser uma retomada de um trabalho iniciado antes da pandemia de covid-19, é também um estímulo à pesquisa. “O Hospital de Clínicas é um campo amplo para o desenvolvimento de estudos e pesquisas. Para esta edição, os trabalhos trazem o resultado de pesquisas realizadas antes, durante e depois dos picos da pandemia, o que merece todo nosso reconhecimento”, declarou o diretor.
As propostas de estudos apresentadas variaram de temas como: impactos da pandemia na pesquisa; desafios da pesquisa clínica e boas práticas de cardiologia; saberes tradicionais e tratamentos; atividade física e transtornos mentais, entre outros.
Além da exposição das pesquisas, a programação da Jornada também foi destinada as discussões sobre Ética e Pesquisa, homenagens aos melhores trabalhos inscritos e a um dos principais representantes da pesquisa científica em saúde no Pará: o médico Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, descobridor de mais de 100 espécies de vírus na Amazônia.
Para Ivete Vaz, diretora-presidente do HC, a realização de uma nova edição da Jornada de Pesquisa reforça o compromisso da Fundação de promover saúde, ensino e pesquisa com qualidade. “Estamos sempre dedicados à assistência diária, mas a realidade é que somos referência no cuidado de doenças graves. A partir dessa realidade, temos um vasto campo para pesquisas e estamos de portas abertas para contribuir no desenvolvimento desses estudos, pensando sempre na melhoria do que estamos entregando”, pontuou Ivete Vaz.
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