Deputados destacaram o peso da inflação na renda dos mais pobres durante a discussão da proposta que cria subsídio para compra de gás de cozinha – o Auxílio Gás dos Brasileiros. A proposta foi aprovada com apoio unânime dos partidos e agora segue para o Senado.
O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) chegou a usar a tribuna segurando um botijão de gás e denunciou a existência e uma “máfia” na venda do produto. “As donas de casa e os pais de família não podem continuar sofrendo com o cartel, com a máfia, com o roubo no gás de cozinha. O povo não pode continuar cozinhando com álcool, com lenha, porque está havendo acidentes, pessoas estão morrendo”, disse.
O relator da proposta, deputado Christino Áureo (PP-RJ), pediu ao governo que sancione a proposta, já que participou das negociações para a aprovação do texto. “Nós temos a perspectiva, com esse orçamento, de atender a um universo entre 5 e 6 milhões de famílias. Faço um apelo para que o governo faça a sanção, para que nós possamos verdadeiramente permitir que as famílias brasileiras tenham acesso a esse benefício”, disse
Já a oposição criticou a política econômica do governo federal que, para o líder do PCdoB, Renildo Calheiros (PCdoB-PE), é a responsável pelo aumento dos preços. “A Câmara dos Deputados precisa tomar iniciativa em medidas que venham em socorro à população mais pobre do Brasil. Se o País ficar dependendo de Paulo Guedes e da sensibilidade do Presidente Bolsonaro, o Brasil está perdido”, disse.
O deputado Sanderson (PSL-RS) rebateu as críticas. “Tudo o que nós [do governo] estamos fazendo aqui é dar proteção social, seja no aspecto da saúde pública, seja no aspecto da economia, como é o caso do Auxílio Brasil, como também do Vale Gás”, disse.
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