
Desde o início de junho, o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) promove ações educativas para reduzir os riscos de acidentes em todo o Pará. As mais de 10 mil abordagens envolveram condutores de veículos e pedestres em áreas de circulação de pessoas na Região Metropolitana de Belém.
O projeto ‘Educação de Trânsito Por Todo o Pará’ estimula o comportamento seguro de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres nas vias. No primeiro semestre, as principais infrações nessa região foram a ausência de equipamentos de segurança obrigatórios, como capacetes, cinto de segurança e cadeirinha de crianças; excesso de velocidade e direção perigosa com uso de álcool e celular.
Em junho, 75 agentes do Detran estiveram em feiras, praças e nas orlas dos distritos da capital. “Mudamos um pouco nossa estratégia, em vez de abordar somente motoristas, fomos a feiras, orla de Icoaraci, da praia do Cruzeiro, a praça da Bíblia, na Cidade Nova, no Porto Futuro. São locais em que encontramos motoristas, pedestres, motociclistas, toda a gama de atores que faz o trânsito nos diversos modais, a pé, de bicicleta, carro ou motocicleta”, explicou o diretor Técnico-operacional, Bento Gouveia.
As equipes utilizaram quatro vans com banners, faixas, material educativo, além de demonstração do teste do bafômetro. A experiência antecipa a rotina de trabalho para julho. “A partir desse momento tem muita gente se dirigindo para as praias, percebemos que com o maior deslocamento há mais descumprimento das regras de trânsito. Então procuramos informar de forma humanizada, orientando e informando sobre a fiscalização”, adverte Bento.

Entre os aspectos tratados nas abordagens, o alerta sobre a importância dasblitzen. “O objetivo não é autuar e sim evitar que a pessoa se envolva em acidentes e machuque outras. Se matar alguém por uso de álcool, a pessoa vai presa. É melhor passar pela blitz do que ir para a cadeia”, pondera o diretor.
APLICATIVO
Na contramão da segurança no trânsito, há grupos de aplicativos que informam sobre a localização dasblitzenpara orientar sobre o desvio de rotas. “Nossa estratégia, além de ter pessoas nesses grupos, é fazer de forma rápida, não ficamos muito tempo em um só lugar, mas não são pontos aleatórios. Não adianta ir contra a disseminação, mas elas precisam entender que a vantagem é para elas mesmas”, enfatizou.

O uso de álcool é um foco de atenção e o condutor ficará retido e autuado, liberado só quando outro condutor, sóbrio, se dirija ao local para dirigir o veículo e levar o infrator ao destino. “Inclusive, na própria ação educativa, o próprio condutor pode testar, verificar se o organismo registra a presença do álcool, antes de dirigir”, acrescentou o diretor Técnico-operacional, Bento Gouveia.
O bafômetro utilizado tem um ajuste fino que consegue indicar a substância no ar, podendo perceber até mesmo o álcool em gel em demasia dentro do carro, por exemplo. “O condutor pode soprar de longe, que ele já identifica, mas se for necessária é feita uma outra abordagem fora do veículo com o uso de boquilha.
Hoje a legislação não permite nenhum percentual de álcool no corpo. “Por isso, depende de organismo, tem alguns que expelem rápido, outros não. Não dá para afirmar que depois de algumas horas não vai mais indicar. Se for percebido que a pessoa não está em condições de dirigir, ela não será liberada”, pontuou Bento.
O condutor que se recusar a fazer o teste do bafômetro em blitz – o que é previsto em lei – ainda assim é passível de penalidade como a autuação por recusa e ter a habilitação retida.
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