
O Pará segue um estado atrativo para empreendimentos cujo objetivo é verticalizar a produção, isto é, finalizar os produtos numa escala terciária no próprio território paraense, superando a fase primária e agregando valor à produção local. A chegada da empresa Whaka, indústria alimentícia instalada em Benevides, na Região Metropolitana de Belém, ilustra bem esse contexto de verticalização dos negócios. Nesta terça-feira (6), o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Lutfala Bitar e o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina, receberam os executivos do Grupo Whaka para uma reunião técnica.
Na ocasião, o empresário Sérgio Ricco anunciou que, em breve, a fábrica instalada em Benevides, começará a finalizar os produtos, garantindo a agregação de valor para uma carteira de mais de 60 produtos no Estado. “Esse sempre foi o nosso objetivo, por isso a nossa empresa trabalha pela industrialização do produto. Hoje, nós produzimos gelados comestíveis a partir do açaí e cupuaçu e temos um portfólio de mais de 60 produtos, ou seja, uma linha de produtos bem diversa. Desde que a gente começou o intuito é finalizar os produtos aqui mesmo”, informou diretor executivo da Whaka, o CEO (sigla inglesa de Chief Executive Officer).

O empresário disse ainda que, até o momento, já foram investidos no empreendimento R$ 3,7 milhões, cuja capacidade de produção é de 33 toneladas/dia de polpas, que, posteriormente, são transformadas em gelados comestíveis de diversos sabores e distribuídos inclusive para grandes redes varejistas do país. “Hoje, a nossa produção é de 33 toneladas/dia de polpa de açaí e cupuaçu, sendo a maior parte de açaí, o que nos permite fornecer para 17 marcas, a partir de certificados nacionais e internacionais, inclusive. Todo o processo resulta, atualmente, na geração de pelo menos cerca de 40 empregos diretos e indiretos”, acrescentou.
Apoio
A instalação da empresa se deu em 2019, com início das operações em 2020. O processo de aproximação com a gestão estadual, para orientações acerca da políticas de incentivos fiscais, se deu por meio da Codec, que se propôs a prestar orientações acerca da estratégia do negócio e em seguida redirecionar a empresa à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), conforme lembra o diretor da Codec, Manoel Ibiapina. “Nós fizemos toda a aproximação da Whaka com a Sedeme e também apresentamos o Banpará à empresa, de modo a prestar todo o apoio à sua implantação no Estado do Pará, reafirmando o compromisso da Codec com os investimentos”, destacou o diretor.
Segundo Sérgio Ricco, o apoio mencionado pelo diretor foi fundamental para o processo de instalação. “Com esse apoio da Codec, a gente começou mesmo a desenvolver o projeto, porque tudo veio através desse contato que se deu por meio do site e depois com uma reunião na qual eu trouxe os nossos produtos, que foram bem recebidos pela equipe da Codec. Esse suporte foi o que incentivou a vinda do produto para cá. Inicialmente, a gente ia fazer uma coisa menor, focada apenas na matéria-prima, mas a partir de um estudo de viabilidade, concluímos que fazia sentido ampliar”, concluiu.
O titular da Codec, Lutfala Bitar, fez questão de destacar que a existência da Codec é para cumprir exatamente essa finalidade, de atender as empresas e prestar suporte às implantações no Estado. “Ficamos muito felizes em receber essa empresa aqui. O papel da Codec é fazer esse trabalho, fazer com que as empresas se instalem aqui e verticalizem a sua produção. Essa é a missão que fazemos aqui há mais de 40 anos, priorizando sempre os Distritos Industriais, mas também sempre atuando pelo Pará como um todo”, finalizou.
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