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Pedra rara é redescoberta em parque em Monte Alegre, no oeste do Pará

Foto: Márcia Segtowich / Divulgação Um mono?lito de arenito, com cerca de 6 metros de altura, foi redescoberto por funciona?rios do Parque Estadual Mo

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Da Redação 3 min de leitura
Da Redação • 19/07/2021 às 12h35

Foto: Márcia Segtowich / Divulgação

Um mono?lito de arenito, com cerca de 6 metros de altura, foi redescoberto por funciona?rios do Parque Estadual Monte Alegre (Pema), no Oeste do Para?, no u?ltimo dia 6 de julho. A estrutura geolo?gica na?o era vista ha? mais de 100 anos, tendo sido fotografada pela primeira vez durante a expedic?a?o coordenada pelo explorador e geo?grafo france?s Henri Coudreau ao rio Maicuru, em Monte Alegre.

O relato foi publicado em um livro escrito pela esposa do geo?grafo, Marie Octavie Coudreau, em 1903, em Paris (Franc?a). O Parque Estadual e? administrado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Para? (Ideflor-Bio).

A viagem ao rio Maicuru, no peri?odo de 5 de junho de 1902 a 12 de janeiro de 1903, produziu uma imagem publicada no livro de Coudreau de uma pedra e dois homens. Sobre uma base maior, a pec?a e? formada por outros tre?s blocos de arenito.

Contribuição

Nunca a imagem do mono?lito havia sido publicada no Brasil ate? 2015, ano em que Monte Alegre sediou a “Expedic?a?o Maicuru – Canoagem e Trekking no Corac?a?o da Amazo?nia”, de 23 a 26 de julho. O canoi?sta Pedro Sousa, coordenador do evento, foi a? biblioteca do Museu Paraense Emi?lio Goeldi, em Bele?m, em busca de informac?o?es sobre o rio Maicuru. Ele encontrou o livro de Octavie Coudreau, “Voyage au Maycuru?”, onde viu a pedra, 112 anos apo?s a publicac?a?o da obra. Pedro publicou a imagem em sua rede social.

Foto: Henri Coudreau / Arquivo

“Ficamos sabendo dessa pedra no final do ano passado, por um condutor que postou essa foto em um grupo da Associac?a?o de Condutores, e o doutor Nelsi Sadeck disse que sempre teve vontade de encontrar, iniciando uma busca. So? que, infelizmente, seu Sadeki na?o resistiu a? pandemia e veio a o?bito por Covid. Desde enta?o, foi questa?o de honra achar a pedra. Na u?ltima terc?a-feira, encontramos no Parque, entre a Pedra do Mirante e a Itatupao?ca, uma caverna que e? atrac?a?o do Pema”, informa o condutor do Parque Estadual Monte Alegre, Ilivaldo Castro.

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No último domingo (18), foi realizado um evento para comemorar o “Dia do Parque”, a redescoberta e nova apresentac?a?o do mono?lito, com uma expedic?a?o “Nelsi Sadeck”.

“Todas as medidas de seguranc?a contra a Covid-19 foram tomadas. Fizemos o evento com diversos parceiros, entre eles o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazo?nia (Imazon). E contamos com a participac?a?o de todos os amantes da natureza e da nossa histo?ria arqueolo?gica”, conta o gerente.

A redescoberta representa o resgate de um momento histo?rico das viagens que pesquisadores, exploradores e naturalistas europeus realizaram a? Amazo?nia no se?culo XIX e ini?cio do se?culo XX. E? importante para a histo?ria dos monumentos naturais existentes no Parque e tambe?m para o ecoturismo em Monte Alegre.

Unidade de Conservac?a?o integral criada por lei estadual, o Parque Estadual Monte Alegre abriga si?tios arqueolo?gicos com arte rupestre. As pinturas e gravuras encontradas nas rochas sa?o a comprovac?a?o da presenc?a humana ha? pelo menos 11 mil anos. Os si?tios mais conhecidos esta?o na Serra do Erere? e na Serra do Paytuna, a cerca de 40 quilo?metros do centro da sede municipal.

Por Patricia Madrini (IDEFLOR-BIO)

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