
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), por meio do Programa de Erradicação da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), promoveu nesta quinta-feira (22), um monitoramento da praga no município de São Félix do Xingu, na região sudeste. A localidade não tem incidência da mosca, mas agentes da Adepará realizam ações preventivas e de controle para garantir a sanidade vegetal dos plantios. A mosca-da-carambola está entre as pragas mais prejudiciais à produção de frutas brasileiras.
Para identificar a presença do foco da mosca são instalados dois tipos de armadilhas, a armadilha Jackson captura machos e a armadilha McPhail captura machos e fêmeas da espécie. Ambas identificadas e georreferenciadas para possibilitar o monitoramento.
“No município de São Félix do Xingu, as armadilhas foram instaladas em cinco pontos estratégicos, todos locais com grande fluxo de pessoas e transporte de cargas, mas não identificamos nenhum vestígio da praga”, pontuou Paulo Henrique Silva, Fiscal Estadual Agropecuário (FEA) no município.

No Pará, o Programa de Erradicação da mosca-da-carambola é coordenado pela Gerência do Programa de Erradicação da Mosca das Frutas (GPEM), da Adepará.
A lei estadual nº 7.392/2010 prevê penalidades para quem transportar ou vender frutos hospedeiros com a presença do inseto, resultando em apreensão e destruição das frutas, além de multa para quem as transporta ou comercializa.
Mosca-da-carambola
O Brasil tem cerca de 100 espécies de mosca-da-carambola Algumas destas são consideradas pragas quarentenárias, pois os países que importam frutos in natura impõem barreiras para impedir a introdução de espécies exóticas em seus territórios, obrigando os países exportadores a aprimorar suas técnicas de controle das pragas.
O primeiro registro da praga no Brasil foi em 1996, no Oiapoque, Estado do Amapá. É considerada uma praga quarentenária A2 para o Brasil (localizada em área restrita no país e submetida a controle oficial), podendo causar grande impacto socioeconômico e ambiental ao se dispersar para outras regiões.
Ainda de acordo com o FEA Paulo Henrique Silva, “a presença da mosca-da-carambola nos limites do Estado do Amapá levaria o mercado internacional de exportação de frutos brasileiros (in natura) a se tornar alvo de restrições. Neste contexto, a Adepará atua a partir de ações rotineiras para identificar e eliminar de imediato a praga, caso identificada”, finaliza.
Danos econômicos
O ataque da mosca-da-carambola provoca perdas na produção, pois os frutos infestados têm seu desenvolvimento afetado e caem precocemente (perda direta). As medidas empregadas para o controle de moscas-das-frutas aumentam os custos de produção. A depreciação do fruto infestado implica em menor valor comercial e em frutos que suportam menos tempo na prateleira, pois apodrecem precocemente.
Ferramenta
Para auxiliar os agentes no campo, a Adepará implantará a ferramenta Vigiagropec, um arrojado sistema que vai reunir todas as informações do Programa de Erradicação da Mosca das Frutas e, assim, otimizar a atuação dos servidores no campo.
Com o Vigiagropec, os servidores integrantes da linha de frente terão equipamentos de alta performance (tablets) e utilizarão códigos QR Code para dinamizar as ações de combate à praga.
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