O Hospital Ophir Loyola, em Belém, recebeu a primeira ação do projeto Sons de Acolhimento, na manhã desta quarta-feira (27). O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Theatro da Paz, levou o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz para tocar no jardim interno do hospital e dois instrumentistas para visitar as enfermarias do hospital.

Para a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, as políticas culturais do estado precisam ser acessadas por um público cada vez maior, aprofundando os aspectos da inclusão e da descentralização. “A arte foi uma grande aliada da humanidade neste período da pandemia. E esse poder curativo da alma que a música exerce chegará nos locais onde as pessoas mais precisam: os hospitais. Estamos modelando este projeto de acordo com a dinâmica de atendimento em cada lugar. A intenção é acolher os pacientes, mas também os profissionais de saúde, que tem uma rotina muito desafiadora. Por isso, o projeto prevê a apresentação dos músicos em uma área de circulação de pessoas e outros instrumentistas visitando os ambientes menores – indo até os pacientes no local do atendimento”.
O diretor do hospital, Joel de Jesus, frisou a importância do projeto para as pessoas atendidas na instituição. “O nosso paciente é oncológico, é um paciente que está altamente debilitado, inclusive emocionalmente. A terapia com música ajuda no relaxamento. Quanto mais tranquilo, maior a possibilidade de adesão ao tratamento. Então, esse projeto vem de encontro a um dos anseios do hospital, que é dar cada vez mais, além da terapia medicamentosa, outras terapias, e uma delas é o acolhimento por meio dos sons. Por isso, o hospital Ophir Loyola só tem a agradecer a essa iniciativa”, ressaltou.
O repertório incluiu obras de Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi e da banda inglesa Coldplay. Os músicos Fábio Santos (violino), Allan Peter (violino), Gabriel Moreira (viola) e Haziel Cândido (cello) se apresentaram para pacientes e profissionais da área da saúde no jardim, enquanto os dois músicos volantes, Rick Sandres (violino) e Clara Nascimento (flauta transversal), visitaram as enfermarias.
Para a paciente Chirlene Brabo, as canções contribuem para amenizar o ambiente e fortalecer o tratamento. “Com a música, a quimioterapia fica muito mais leve, mais relaxante, e o clima fica bem melhor. Fiquei bem emocionada e até chorei. Aonde a flautista ia, eu ia atrás pela enfermaria para acompanhar a música. Foi a primeira vez que tive esse contato”, revelou a jovem.
O projeto irá ocorrer todos os meses em hospitais públicos do Estado. Em novembro, a ação será realizada novamente no Ophir Loyola e, durante o Novembro Azul e, a partir de dezembro, seguirá para outras instituições de saúde.
Texto de Thaís Siqueira (Secult)
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