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DF lidera distribuição de lote de água Crystal retirado do mercado por contaminação

O Distrito Federal foi a unidade da Federação que mais recebeu garrafas de um lote da marca Crystal em que foi identificada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Nesta quarta-feira…

04/06/2026 às 09h10 · 2 min de leitura
Da Redação 2 min
Da Redação • 04/06/2026 às 09h10

O Distrito Federal foi a unidade da Federação que mais recebeu garrafas de um lote da marca Crystal em que foi identificada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Nesta quarta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou o recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso do lote.

Das 374,4 mil garrafas, o DF recebeu 230.443. Além disso, foi no DF que os testes em amostras detectaram a bactéria, após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa-DF). A análise laboratorial foi conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF).

O recolhimento voluntário envolve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), cidade a cerca de 60 km de Brasília. A empresa integra o Sistema Coca-Cola, detentora da marca Crystal, comercializada a partir da exploração de diversas fontes minerais espalhadas pelo país.

Segundo informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, o lote é composto por garrafas de 500 mililitros, produzidas em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. As unidades foram distribuídas principalmente no Distrito Federal (230.443), em cidades de Goiás (66.768), no interior de São Paulo (75.750) e em Tocantins (1.439).

De acordo com a fabricante, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento. A empresa afirma que o recolhimento foi iniciado imediatamente nas distribuidoras e que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor.

Como a bactéria foi identificada

A medida de recolhimento foi iniciada após a emissão de laudo do Lacen-DF, que identificou a presença da Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Divisa-DF para análise de alimentos. O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa-DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.

A empresa protocolou documentos junto à Anvisa demonstrando a realização de investigação interna para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias. A investigação segue em andamento, e as informações disponíveis até o momento indicam ocorrência restrita ao lote informado.

O que os consumidores devem fazer?

A Anvisa orienta que os consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL200127, identificado no rótulo, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/1/2027. Quem tiver o produto em casa não deve consumi-lo e deve aguardar as orientações da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso.

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