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Audiolivro sobre Dulcina de Moraes é disponibilzado para comunidade do DF

Versão do livro DULCINA DE MORAES, do Coletivo Editorial Maria Cobogó, em audiodescrição, facilita e proporciona integração de estudantes cegos ou com baixa visão ao conteúdo que conta a história…

02/09/2026 às 13h54 · 3 min de leitura
JOSUEL SOUSA GONCALVES JUNIOR 3 min
JOSUEL SOUSA GONCALVES JUNIOR • 02/09/2026 às 13h54

Versão do livro DULCINA DE MORAES, do Coletivo Editorial Maria Cobogó, em audiodescrição, facilita e proporciona integração de estudantes cegos ou com baixa visão ao conteúdo que conta a história da grande dama do teatro brasileiro.

Escrito por Ana Maria Lopes e Márcia Zarur, o livro “Dulcina de Moraes” conta a trajetória da dama do teatro brasileiro com leveza e emoção. A obra integra a coleção Mestres Cobogós, que homenageia grandes nomes da cultura de Brasília. Com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o projeto contempla ainda um encarte pedagógico e, pelo segundo ano consecutivo, tem forte adesão da comunidade educacional, comprovando sua relevância.

A publicação apresenta Dulcina narrando sua própria história: sua infância, o amor pelo também ator Odilon Azevedo, a militância pela profissionalização da carreira artística e sua luta contra a censura. A narrativa aborda ainda a ousadia da artista ao fundar uma escola de teatro na então nascente Brasília — sonho que seguiu mesmo após a morte do marido.

O livro conta com coordenação pedagógica de Solange Cianni, pesquisa teatral de Josuel Junior e projeto gráfico de Beatriz Socha, que elaborou intervenções visuais sobre fotos originais do acervo da Fundação Brasileira de Teatro (FBT). Além de ter como parceiro o Clube de Leitura Calangos Leitores, a produção também envolveu ex-alunos da Faculdade Dulcina, como Jullya Graciela e Jhony Gomantos, responsáveis pela organização e distribuição dos livros. A coordenação administrativa do projeto é assinada por Suene Karim e a consultoria jurídica por Christiane Nóbrega.

A obra também traz fotos raras e registros pessoais cedidos por artistas e pioneiros do DF que conviveram com Dulcina, como Rosina Chaves e Natanry Osório, além de documentos resgatados por voluntários em processos recentes de inventário e pesquisa no acervo da FBT.

QUEM FOI DULCINA?
Dulcina de Moraes foi, sem dúvidas, uma das grandes atrizes brasileiras do século passado. Em entrevista, a consagrada e incontestável atriz Fernanda Montenegro se refere a Dulcina como “a maior personalidade das artes cênicas do século XX”. Nascida em 1908, passou a fazer teatro ainda na adolescência com a Companhia Brasileira de Comédia de Viriato Corrêa. No final da década de 1920 se casou com o ator e empresário Odilon Azevedo e, juntos, criaram a Companhia Dulcina-Odilon, que se tornou uma das mais badaladas da época.

Porém, o grande sonho de Dulcina, que além de atuar era uma militante ativa na busca de reconhecimento e na evolução da classe artística, era abrir uma Fundação. Assim, em 1955, Odilon comprou o Teatro Regina, situado no Centro do Rio de Janeiro, trocou o nome para Teatro Dulcina e doou o empreendimento para que fosse possível criar a Fundação Brasileira de Teatro (FBT). Em pleno regime militar, Dulcina e diferentes artistas se mobilizaram na luta pelo reconhecimento da profissão e pelo fim da censura.

A distribuição dos 500 exemplares do livro aconteceu durante o mês de agosto. Foram doados, ainda, 50 exemplares em braille para a Biblioteca Dorina Nowill, em Taguatinga, além da disponibilização da gravação da versão em audiodescrição, que será encaminhada a professores que lecionam para alunos com deficiência visual.
AUDIOLIVRO DISPONÍVEL

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