Artista cearense realiza exposição individual na FUNARTE de Brasília

Contemplado pelo Pr mio de Arte Contempor nea 2015 - Atos Visuais Funarte Bras lia, Poema 193 , produzido pelo artista pl stico cearense, Diego de San

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Da Redação 4 min de leitura
Da Redação • 17/02/2017 às 14h08

Contemplado pelo Prêmio de Arte Contemporânea 2015 – Atos Visuais Funarte Brasília, ‘Poema 193’, produzido pelo artista plástico cearense, Diego de Santos, abre dia 15 de fevereiro e segue com visitação até 02 de abril deste ano, na Galeria Fayga Ostrower, em Brasília. A exposição tem curadoria da artista visual brasiliense, Yana Tamayo.

Em 2015, Diego se inscreveu para o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, um dos maiores do país nessa categoria, e obteve nota máxima na aprovação do projeto. “Sabia que tinha um bom projeto e torcia pela aprovação, mas não esperava a nota máxima. Me senti imensamente feliz e orgulhoso pelo meu trabalho, estou realizando um sonho”, lembra emocionado, Diego.

Agora, ele e sua equipe estão em ritmo de pré-produção para embarcarem em fevereiro representando o Ceará, no Distrito Federal. “Foram dezenas de inscrições de todo o Brasil e explodimos de alegria quando saiu o resultado. Agora, estamos contando os dias para a mostra” conta empolgada Renata Damasceno, produtora cultural.

 

“A exposição é um dos resultados dos processos de experimentação do projeto Poema 193. Todos os elementos, suas simbologias e conexões já eram, de certa forma, recorrentes na minha produção. Eu já tinha uma pequena coleção de conchas e sempre pensei elas dentro de uma proposição artística, só não tinha executado ainda porque estava em outros projetos, mas veio a vez delas e juntamente com o fogo pude relacionar com uma problemática social: os incêndios criminosos” descreve realizado, o artista.

 

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Nos vídeos é possível observar registros de conchas em chamas, em analogia com a estrutura de um lar e com o fogo saindo de seu interior. Uma forma de tratar poeticamente da problemática dos incêndios criminosos que atingem favelas e moradias precárias (por isso o número dos bombeiros “193” no título). Os ruídos que se ouvem são do entorno do ateliê (latido de cães, canto dos pássaros, avião que passa, ventania etc.) e foram assumidos para que, ao editar em slowmotion, dessem lugar a uma realidade distorcida e medonha, já que não é mais possível identificar os sons. É como se o incêndio ganhasse voz, se tornando, então, corpo testemunha de si mesmo.

Nos desenhos, o artista utiliza a técnica de fixação da fuligem e o uso de diferentes processos de queima, além da utilização das condições climáticas naturais e da parafina para a realização dos desenhos. “A superfície do papel, posicionada acima da chama da lamparina, recebe toda a fuligem liberada pelo fogo e nunca é possível determinar a imagem a ser gerada. Em alguns momentos, antes de fixar a fuligem com verniz, submeto aquele desenho à ação do lugar: esqueço-os na parede ou no chão para que insetos caminhem sobre eles, deixando rastros; aproveito raros serenos, deixando que gotículas de água da chuva fina intervenham sobre a fuligem. Sujeitar os trabalhos a situações promovidas pelo entorno faz de “Poema 193” um irrecusável convite à realização conjunta: eu e os efeitos do espaço ao redor” esclarece, de Santos.

A exposição conta com ação educativa com mediadores para receber o público espontâneo, bem como grupos de visita. Haverá também um educativo dedicado à acessibilidade, como texto curatorial em braile e maquete tátil com elementos do processo de criação das obras.

Serviço
Exposição “Poema 193”
Artista: Diego de Santos
Curadoria: Yana Tamayo
Galeria Fayga Ostrower
Complexo Cultural Funarte Brasília
Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural (entre a torre de TV e o Centro de Convenções). Brasília – DF.
Abertura: dia 15 de fevereiro, quarta-feira, às 19h.
Visitação: de 16 de fevereiro a 2 de abril, de terça a domingo, de 10h às 21h.
Entrada franca
Informações: (61) 3322-2076 / 3322-2029

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