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O nascimento existencial

Os pais que passam seus valores de origem, suas expectativas e planos

22/11/2016 às 17h16 · Atualizado em 19/02/2017 às 17h16 · 2 min de leitura
Da Redação 2 min
Da Redação • 22/11/2016 às 17h16

Os estudos longitudinais da personalidade, os que acompanham as crianças do nascimento por vários anos, apontam às seguintes características: para entende-las com facilidade vamos seguir o exemplo de gêmeos.

Esses estudos perceberam diferenças de comportamento entre as crianças. Às vezes uma é alegre e vive sorrindo; a outra é séria e pouco se relaciona. Essas características são constitutivas da própria criança e influencia o próximo passo.

Os adultos se relacionam com essas duas crianças e reforçam esses comportamentos. Por anos essas crianças escutarão “Sempre foi alegre, desde pequena já sorria.” ou “Você sempre foi muito sério”. Também escutam críticas, “Assim alegre! Tem que tomar cuidado, pois pessoas maldosas irão se aproveitar”. E escutam orientação de mudança: “Você não precisa ser tão sério, procure ser simpático”.

Existe o contexto regional; este vai além da família. São os discursos que as crianças escutarão na escola, dos vizinhos, e das demais pessoas onde foram criados: “Quem nasce nessa cidade é uma pessoa de tal característica.” ou “Aqui é região de pessoas com determinada ação”. De maneira pouco percebida esse contexto é constante e presente na formação da personalidade.

Os pais que passam seus valores de origem, suas expectativas e planos. O carinho, o amor e as orientações. Bem como o desprezo, a raiva e as desaprovações no decorrer do convívio familiar.

Mas é a própria criança o principal elemento nessa história. O protagonista da sua vida. Pois é ela, alienada ou não que escolhe o que fazer de si própria a partir da educação que lhe deram. Apesar de apresentar características constitutivas da personalidade, é ela que escolhe seu uso. Bem como dos valores, discursos e orientação que escutaram. Isso se chama nascimento existencial. Pois somos nós que escolhemos ser o que queremos. O mundo influencia, mas somos os responsáveis pelo que escolhemos.

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