Há um ano o Pará colhe os frutos proporcionados pela vigência da Lei Complementar n° 133, de 06 de novembro de 2020, que destina pelo menos 20% dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), destinada ao Estado, para aplicação em atividades relativas ao desenvolvimento científico e tecnológico.
A aplicação dos recursos definidos pela legislação está sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), que promove o compromisso do governo do Estado com o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Alguns avanços já foram aferidos em um ano, como o aumento de investimento do Programa StartUp Pará (https://www.agenciapara.com.br/noticia/31919/) de R$ 2,8 milhões para 7,2 milhões; abertura de mais vagas pelo Programa Forma Pará no interior do Estado (https://www.agenciapara.com.br/noticia/32626/) e melhorias nas escolas de Ensino Técnico (Eetepas) (https://www.agenciapara.com.br/noticia/31678/).
Bioeconomia– “Trata-se de um primeiro e importante marco, um compromisso do governo do Estado para o aprimoramento da Ciência, Tecnologia e Inovação, na criação de um ambiente de novos negócios que possam promover, a partir da exploração da bioeconomia, muito mais oportunidades de geração de renda, de trabalho em muito maior escala”, analisa Carlos Maneschy, titular da Sectet.
O gestor reforça que a Lei 133/2020 confirma a leitura correta do Poder Executivo de que é a Ciência o instrumento mais importante para destacar o Pará em um nível de desenvolvimento econômico a partir de suas próprias potencialidades e valores, e que só aqui estão disponíveis – como a maior biodiversidade do planeta, e água e recursos naturais em abundância.
“Boa parte dessas potencialidades muitas vezes não se traduzem em benefícios para o conjunto maior da população. A Ciência é capaz de fazer essa grande transformação. Por esse aspecto, é a primeira vez que o Estado terá recursos substanciais para poder investir nisso. Nossa gente é nosso maior ativo, nosso maior patrimônio, e precisamos formá-la da forma mais adequada possível”, ressalta o secretário.
A partir de agora, a meta é promover o estreitamento das relações entre a Academia, o setor produtivo e o governo de forma muito mais otimizada, célere e com menos burocracia. “O orçamento anual da Sectet, até a criação dessa Lei chegava a cerca de R$ 18 milhões, incluindo o pagamento de pessoal, de forma que sobrava muito pouco para investimento. Vamos passar para algo em torno de R$ 180 a R$ 200 milhões. Uma nova realidade e inédita, que o Estado nunca teve, e a comunidade científica valoriza isso. O governador Helder Barbalho tem tido avaliações muito positivas por ter estabelecido essa Lei, que nos joga para tempos melhores pela frente”, garante Carlos Maneschy.
Comentários
Faça login para comentar
Para garantir um ambiente de debate saudável, os comentários são exclusivos para usuários cadastrados.