A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta terça-feira (30) para debater o atual cenário da doença falciforme (DF) no Brasil.
A DF é a doença genética hereditária mais comum do Brasil. Sua principal característica é a mutação em um componente do sangue, a hemoglobina, que impacta sua formação, tornando-a rígida, com formato de foice (falciforme) e prejudicando o transporte de oxigênio ao pulmão e tecidos do corpo.
O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que propôs a realização do debate, lembra que a doença falciforme acomete prioritariamente a população negra, historicamente desprivilegiada. “A maioria das pessoas vivendo com essa doença têm origem nas camadas sociais mais baixas e muitas vezes têm acesso limitado a serviços de saúde. Pesquisas apontam que 73% das pessoas que vivem com doença falciforme pertencem aos setores de menor renda da sociedade”, observa o deputado.
Segundo Otávio Leite, além do sofrimento causado a milhares de pessoas, estima-se que o custo que a doença traz para o País anualmente é superior a R$ 1,5 bilhão.
Debatedores
Confirmaram presença na audiência:
– os técnicos do Departamento de Atenção Especializada e Temática, representando o Ministério da Saúde, Fabiano Ramanholo Ferreira e Gilza das Mercês Silva;
– o diretor geral do Instituto Brasileiro de Doença Falciforme e Doenças Hematológicas, Nilo Fernando Corrêa;
– a coordenadora executiva da Associação Lua Vermelha, Nilcea Alves Gomes Silva;
– a presidente da Associação de Anemia Falciforme Karoline Vitória, de Aparecida de Goiânia (GO), Necy Freire de Moura Ferreira;
– a presidente da Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo, Silmara Assumpção; e
– a presidente da Associação de Pessoas com Anemia Falciforme de Juiz de Fora (MG), Maria da Penha Correia Silva.
Comentários
Faça login para comentar
Para garantir um ambiente de debate saudável, os comentários são exclusivos para usuários cadastrados.