
O Programa Multidisciplinar Itinerante de Atenção à Saúde do Policial Militar (PAS-PM) totalizou 804 atendimentos durante a ação realizada nesta semana no 31° Batalhão, em Abaetetuba, município do nordeste paraense. A oferta dos serviços marcou a última atividade do PAS-PM em 2021, ano em que o Programa levou atendimento especializado a 20 municípios do interior. De julho a novembro foram 7.183 atendimentos, número que inclui as ações realizadas em Belém.
A ação em Abaetetuba iniciou na segunda-feira (22), para atender 136 policiais militares lotados no 31° Batalhão, que atuam também nos municípios de Acará e Igarapé-Miri. Militares da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM), em Moju, receberam atendimento.

Os serviços foram realizados na sede do 31° BPM, e incluíram atendimento odontológico, fisioterapêutico, médico e psicológico, além de apoio espiritual e informações sobre cadastramento nos Fundos de Saúde e Assistência Social da PM. Os dados registrados servirão de suporte para o aprimoramento dos serviços prestados pelo PAS-PM, além de serem encaminhados aos respectivos comandantes de Policiamento Regional para conhecimento e providências.
“Essa iniciativa é muito importante porque é uma forma de prevenir, cuidar da saúde do policial e dos seus familiares. Assim, esse militar consegue estar mais preparado para cuidar da segurança da população”, explicou o comandante do 31° BPM, tenente-coronel Hilton Menezes.
Capacitação– Uma das novidades do Programa em Abaetetuba foi a inclusão do Projeto Caminhos, de iniciativa do comando da instituição, que oferta cursos profissionalizantes para capacitar, em princípio, esposas, filhas, mães e outros dependentes de policiais que pretendem ingressar no mercado de trabalho.
Por meio de cursos promovidos em parceria com instituições públicas e privadas, a Polícia Militar contribui para a ampliação do horizonte profissional de familiares dos membros da corporação. Oitenta e sete policiais e familiares manifestaram interesse em realizar os cursos oferecidos.

Outra novidade foi a presença de representantes do Centro de Veteranos e Pensionistas (CVP), que esclareceram dúvidas sobre recadastramento e prestaram o apoio necessário aos militares que já passaram para a reserva remunerada ou estão próximos desta etapa.
Para o sargento convocado Benedito Alfaia, 54 anos, a ação tranquilizou policiais e familiares atendidos. “Todos os colegas com quem eu tenho conversado acharam excelente os serviços. Os médicos e os demais policiais nos trataram muito bem, foram atenciosos e eu gostei de todos os atendimentos”, disse o militar, que aproveitou os serviços médico, psicológico e odontológico, e as orientações do CVP.

Aberto à comunidade– Percebendo a necessidade de assistência à saúde de outros públicos, o PAS-PM estendeu os atendimentos aos servidores do Corpo de Bombeiros Militar, da Prefeitura de Abaetetuba e do Espaço de Acolhimento a Crianças e Adolescentes (Eaca), instituição que abriga 13 pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Essa oportunidade é muito importante porque nós precisamos cuidar não só da alimentação das crianças e do carinho com elas, mas também da saúde, e a Polícia Militar está sendo parceira”, frisou a secretária Municipal de Assistência Social, Josiane da Costa.
De acordo com a supervisora Operacional do PAS-PM em Abaetetuba, major Rute Campos, foi verificada a necessidade de medidas de assistência. “Alguns policiais foram encaminhados para um especialista, ou seja, já saíram daqui orientados e conscientes da necessidade desse zelo com a saúde. A ação foi bastante produtiva”, avaliou a major.

Qualidade de vida– O PAS-PM é um programa multidisciplinar criado em 2017, pelo Estado-Maior Geral da corporação, voltado à promoção da qualidade de vida do policial militar que atua dentro e, sobretudo, fora da capital. Familiares de policiais militares da ativa e da reserva remunerada também são acolhidos pela ação, que, neste ano, foi realizada em vários municípios, incluindo Soure, Barcarena, Salinópolis, Tucuruí, Conceição do Araguaia e Redenção.
Atualmente, o Programa tem como coordenadores operacionais o chefe da 1ª Seção do Estado-Maior Geral (PM 1), major Ildefonso Hanneman, e a chefe da Subseção de Planejamento da Saúde Biopsicossocial da PM 1, capitã Patrícia Ribeiro.
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