Em pronunciamento nesta terça-feira (25), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou que a quarta-feira (26) será um dia decisivo na CPI da Pandemia. Isso porque o colegiado deve analisar diversos requerimentos de convocação de autoridades e outras pessoas para prestarem esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no uso de dinheiro que a União destinou a estados e municípios para o enfrentamento da covid-19.
Segundo Girão, é fundamental que a CPI direcione as apurações nesse sentido, para evitar que a responsabilização por eventuais ilegalidades recaia unicamente sobre o governo federal e garantir o equilíbrio dos trabalhos que a população espera.
— A partir das operações da Polícia Federal, uma das entidades mais equilibradas, a gente gostaria de ouvir o diretor-geral da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, que já mostrou que existiram irregularidades na prestação de contas de hospitais de campanha e em outras compras superfaturadas, que não chegaram. Ouvir também o Consórcio Nordeste. Tudo isso vai ser votado na quarta-feira, assim como o equilíbrio na questão do tratamento precoce. Tem cientistas renomados e médicos renomados que são contra, mas tem também os que são a favor. Que a gente possa trazer para o debate, analisar as estatísticas, porque a ciência está claramente dividida, e a gente precisa ter pelo menos um aprendizado, uma lição dessa pandemia.
Eduardo Girão revelou ainda que, ao visitar o Mercado São Sebastião em Fortaleza, no último fim de semana, ouviu da população diversas opiniões sobre a CPI da Pandemia. Segundo o senador, predomina entre as pessoas com quem ele conversou a ideia de que os trabalhos da comissão têm fins político-eleitorais.
O senador ainda lamentou a polarização existente no país neste momento de pandemia e afirmou que não ajuda a superar isso a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro, que, no último fim de semana, provocou aglomeração no Rio de Janeiro e não usou máscara, ao participar de uma manifestação de apoio ao governo.
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