Foi divulgado hoje (12), na COP26, o primeiro Relatório de Avaliação da Amazônia. O documento desenvolvido pelo Painel Científico para a Amazônia (SPA) e seus mais de 200 cientistas, alertam para as questões do desmatamento, degradação, incêndios florestais e mudanças climáticas. Uma das recomendações no documento é que os governos trabalharem integrados com o conhecimento dos povos tradicionais da floresta com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia, por meio da bioeconomia.
O Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’de Almeida, ressaltou a importância da valorização dos amazonidas no processo da elaboração de políticas públicas. “No Pará, entendemos que a elaboração do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) é um reencontro com nossa ancestralidade e com as nossas raízes. Quase todas as estratégias postas neste relatório estão em sinergia com o nosso Amazônia Agora. E uma das estratégias que nós temos como principal é a bioeconomia, que para nós é o nosso dia a dia tradicionalmente”, pontou.
A bioeconomia vem sendo encarada como uma das fronteiras científicas mais importantes para o desenvolvimento econômico sustentável. Para atingir esse objetivo, é necessário apoio financeiro e técnico, além de oportunidades de acesso a novos mercados. “A Estratégia Estadual de Bioeconomia do Pará decorre do anseio do Governo do Pará em construir uma política de Bioeconomia customizada à realidade econômica, ambiental, cultural e social local, alinhada com as diretrizes nacionais e abarcando os desafios e necessidades do Estado, apresentando caminhos e alternativas de uma economia mais sustentável”, explicou o secretário de meio ambiente do Pará.
O texto também recomenda que, além de acabar com o desmatamento da floresta, é preciso recuperar o que já foi devastado. O Plano Amazônia Agora visa também intensificar a regeneração vegetal em 5,65 milhões de hectares até o ano de 2030, e, com parcerias e apoio adicional ao esforço doméstico, ampliar a performance para 7,41 milhões hectares até dezembro de 2035, valor que representa, sozinho, 61% da meta alçada pelo Brasil no âmbito de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).
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