Pular para o conteúdo
Publicidade

COP26: Pará tem nova perspectiva econômica com regulamentação do mercado internacional de carbono

Ao final da Conferência do Clima, mais de 190 países ratificaram o Pacto Climático de Glasgow, com metas para redução de gases de efeito estufa

13/11/2021 às 21h50 · 2 min de leitura
Da Redação 2 min
Da Redação • 13/11/2021 às 21h50

Governador Helder Barbalho mostrou na COP26 todo o potencial do Pará para um novo modelo econômico
Governador Helder Barbalho mostrou na COP26 todo o potencial do Pará para um novo modelo econômico – (Foto: Divulgação / Agência Pará)

A Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP26/ONU) aprovou neste sábado (13), na Escócia, o Pacto Climático de Glasgow, ratificado por mais de 190 países, com medidas que podem ajudar o planeta a ampliar as metas de redução de emissão dos gases de efeito estufa. Pela primeira vez na história, o documento fez referência aos combustíveis fósseis.

O acordo também define regras para o mercado global de carbono, previsto no Artigo 6 do Acordo de Paris, que assegura que os países possam negociar mutuamente créditos de carbono, a fim de garantir suas reduções de emissão de gases de efeito estufa, por meio da venda de créditos de emissões excedentes, caso já tenham cumprido seus compromissos.

Helder Barbalho: Perspectiva mais justa e sustentável
Helder Barbalho: Perspectiva mais justa e sustentável – (Foto: Divulgação / Agência Pará)

“A regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, que acaba de ser anunciado na COP26, é histórico. Para nós, que lutamos desde o início pelo reconhecimento dos serviços ambientais, é uma enorme vitória. O Pará está vendo nascer outra perspectiva econômica, mais justa e sustentável. Cabe a nós, brasileiros, mas em especial amazônidas, organizar um mercado de carbono robusto, que valorize a floresta em pé, atraia investimentos e gere emprego, renda e oportunidade para nosso povo. De forma sustentável, podemos corrigir distorções seculares que nos colocaram à margem de nossas riquezas”, ressaltou o governador do Pará, Helder Barbalho, nas redes sociais.

O Brasil será um dos países com maior potencial de venda de créditos de carbono, garante o Conselho Empresarial
O Brasil será um dos países com maior potencial de venda de créditos de carbono, garante o Conselho Empresarial – (Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará)

De acordo com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), o Brasil será um dos países com maior potencial de venda de créditos de carbono, podendo gerar receitas líquidas de US$ 16 bilhões a US$ 72 bilhões até 2030.

Secretário Mauro O’de Almeida: precificar a biomassa
Secretário Mauro O’de Almeida: precificar a biomassa – (Foto: Marco Santos / Ag. Pará)

“O nosso desafio agora é precificar nossa biomassa, nossa capacidade de geração de crédito de carbono, e a partir de então receber os dividendos, os recursos correspondentes a esses ativos ambientais que nós teremos. Estamos preparados aqui no Pará para fazer bons projetos e poder alavancar as políticas públicas para uma transição de uma economia de baixo carbono”, ressaltou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O’de Almeida.

Por Bruna Brabo (SEMAS)

Compartilhar
Você também pode noticiar Aconteceu algo na sua região? Envie para o DF Agora.
Enviar notícia

Comentários

Deixe seu comentário

PUBLICIDADE