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Cineasta Jorge Bodanzky é homenageado em exposição na Casa das Artes, em Belém

Mostra traz fotografias e registros de imagens de um dos maiores cineastas do Brasil e pode ser conferida pelo público até o mês de fevereiro de 2022

17/11/2021 às 14h35 · 2 min de leitura
Da Redação 2 min
Da Redação • 17/11/2021 às 14h35

A Galeria Ruy Meira, na Casa das Artes, abriu a exposição “Bodanzky: Notas de um Brasil Profundo”, inédita no país, do premiado cineasta Jorge Bodanzky, cujo trabalho é o tema da mostra que poderá ser conferida pelo público até o mês de fevereiro de 2022.

A curadoria é assinada por Jorane Castro e Orlando Maneschy. A exposição agrupa fotografias e filmes nunca antes reunidos da obra do diretor, um dos mais importantes da filmografia documental do Brasil. A exposição é parte integrante do III Festival do Filme Etnográfico do Pará, e teve seu vernissage às 19h30, da segunda-feira (15).

A mostra traz fotografias intercaladas com fragmentos de filmes Super 8. Também há registros de filmagens realizadas como referência para os filmes de Bodanzky, como o clássico “Iracema, Uma Transa Amazônica” – cuja protagonista, Edna Souza, também esteve presente no evento.

Para Orlando Maneschy, estudar o acervo “foi um mergulho, em que a gente teve que olhar uma quantidade enorme de imagens para tentar entender esse universo e perceber o olhar do Bodanzky para o Brasil”.

Segundo Maneschy, o filme mais famoso do cineasta serve de fio condutor para a montagem, que se concentra no período entre o final dos anos 1960 e meados dos anos 1980. “Na exposição, a gente traz um extrato disso tudo a partir de ‘Iracema…’. É como se a Iracema nos conduzisse para adentrar e revelar esse Brasil, um Brasil que é apagado, esquecido, das pessoas pobres e humildes, que lutam para existir”.

Composta por imagens que não receberam nenhum processo de restauro, a exposição apresenta as marcas do tempo nos registros, o que chamou a atenção do próprio cineasta. “Ficou muito bonito. Apesar de o assunto ser muito diverso, deu uma unidade – já que as fotos foram feitas conservando a qualidade do tempo, sem correções. O tempo é quem dá a unidade para o que estamos vendo aqui”, disse Bodanzky, que também destacou a colaboração do Instituto Moreira Salles (IMS) para que a exposição ocorresse.

“É um período que eu trabalhava com material analógico, hoje depositado no IMS, que gentilmente cedeu e digitalizou esse material para poder ser exposto aqui. É um material raro do meu arquivo que, em grande parte, nunca foi exibido para público”, observou o cineasta.

SERVIÇO

A exposição “Bodanzky: Notas de um Brasil Profundo” fica aberta para visitação até fevereiro de 2022, na Galeria Ruy Meira da Casa das Artes, na rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, nº 236, no bairro de Nazaré, em Belém.

Por Governo do Pará (SECOM)

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