
Terminará na próxima segunda-feira (31) o prazo de vacinação contra a febre aftosa no Pará. A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) estima que mais de 22 milhões de bovinos e mais de 170 mil bubalinos de todas as idades sejam imunizados.
Mas não basta somente vacinar. A Agência de Defesa também alerta para a notificação (comprovação) da vacinação nos rebanhos. O prazo para notificação vai até o dia 15 de junho e é necessário apresentar, além da nota fiscal de aquisição da vacina, a relação do rebanho com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada.
Devido ao cenário da pandemia, visando resguardar a saúde de todos, a Adepará disponibiliza duas formas para o produtor notificar a vacinação. A comprovação pode ser feita presencialmente, mediante agendamento, no escritório da Adepará onde a propriedade está localizada. Há também a possibilidade virtual de realizar a notificação, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), uma opção para evitar aglomerações.
O Pará possui, atualmente, o status de área livre de aftosa, mas com vacinação. Até 2022, há a pretensão de se obter o status de área livre da doença sem vacinação. A suspensão da vacina não é imediata e necessita de análise de campo e dados científicos.
Plano Estratégico- A elaboração do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) foi baseada em estudos científicos, análises de riscos de introdução, disseminação do vírus e também visa benefícios econômicos ao país.
A retirada da vacina contra aftosa, que está no Plano Estratégico, ocorrerá mediante os esforços de ambas as partes, tanto do produtor, realizando a imunização do rebanho, quantos das iniciativas de defesa animal da esfera pública e privada. Em todo o Brasil, a suspensão da vacinação está prevista para o ano de 2026, visando a expansão das áreas livres da doença sem vacinação.
“A febre aftosa não é um problema somente do produtor de gado, visto que a ocorrência dessa enfermidade no país traz impactos econômicos enormes, afetando diversas áreas da economia, até aquelas não relacionadas à pecuária, já que os mercados internacionais impõem barreiras sanitárias bem rígidas para a compra de produtos”, disse a médica veterinária Samyra Albuquerque, gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa.
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